1. SEES 24.4.13

1. VEJA.COM
2. CARTA AO LEITOR  UM NO AO CAMBALACHE
3. ENTREVISTA  HUGO BARRA  2013  O COMEO DO FIM DOS PCs
4. LYA LUFT  BRASILEIRO BONZINHO?
5. LEITOR
6. BLOGOSFERA
7. EINTEIN SADE  AS INIMIGAS DO SONO TRANQUILO

1. VEJA.COM
EDITADO POR KTIA PERIN kperin@abril.com.br

 POR QUE AINDA EXISTEM CARECAS?
No faltam pesquisas que anunciam grandes avanos contra a calvcie. Cientistas j conseguiram reverter aquela causada pelo stress e usaram clulas-tronco para criar cabelo. O problema  que, at agora, os beneficirios desses estudos foram apenas os camundongos que serviram de cobaia. Para humanos, as alternativas mais eficazes atualmente so medicamentos que podem causar srios efeitos adversos. Reportagem do site de VEJA explica por que a calvcie ainda no foi vencida e mostra quo perto os laboratrios esto de desenvolver medicamentos de uso mais amplo. 
 Em vdeo, o dermatologista Arthur Tykocinski, um dos maiores especialistas do pas em queda de cabelos, tira dvidas sobre o assunto. 
 Calvo com orgulho: os carecas que assumiram a condio e so felizes assim.

 EFEITO PSY
Mortos-vivos na TV, os videoclipes ressuscitaram na internet para se transformar em uma importante fatia da indstria musical. Canais como o Vevo, dedicado aos clipes, podem acumular 250 milhes de visitas por ms  s no Brasil. Alm de manter a funo de lanar talentos, o formato se torna aos poucos uma nova plataforma de publicidade. As marcas esto de olho nos nmeros de visualizao dos vdeos e produzem anncios especialmente para esse meio.

 VAI DE TXI E DE APP
Pode ser difcil conseguir um txi em uma cidade grande como So Paulo ou Rio. Aplicativos para smartphones e tablets abordam esse problema. O ResolveA, por exemplo, foi desenvolvido no Brasil, conta com 13.000 taxistas, mais de trinta cooperativas parceiras e funciona em 22 cidades brasileiras. Um programa de vdeo em VEJA.com testa alguns desses servios e mostra como eles funcionam em territrio nacional e nas principais cidades do exterior.

 O MAPA (REAL) DA OLIMPADA
A pouco mais de trs anos da abertura dos Jogos do Rio de Janeiro, h duas cidades olmpicas. Uma delas s existe na imaginao dos organizadores  que, neste ms, divulgaram novas imagens de projetos modernos e arrojados. A outra, real,  bem diferente. Reportagem no site de VEJA mostra que, no atual mapa dos Jogos, o palco do atletismo (Engenho) est interditado, o local da festa de abertura (Maracan) tem futuro incerto, o ginsio de vlei (Maracanzinho) sofre com falhas tcnicas e as guas onde acontecero as provas de vela (Baa de Guanabara) esto poludas. Saiba o que ainda falta consertar at 2016.


2. CARTA AO LEITOR  UM NO AO CAMBALACHE
     Uma reportagem desta edio de VEJA constata que, se o conceito de que cabe ao Banco Central definir o patamar de juros adequados para o equilbrio da economia no  unanimidade no governo, pelo menos a presidente Dilma Rousseff parece no querer conversa com a inflao. Disse ela na tera-feira passada: "No negociaremos com a inflao. A inflao corri o tecido social, corri a renda do trabalhador, corri o lucro legtimo do empresrio. No podemos deixar a inflao voltar ao Brasil". No dia seguinte, obediente a Dilma, o Banco Central elevou a taxa Selic de 7,25% ao ano para 7,5%. 
     Nos ltimos doze meses a inflao havia chegado a 6,59%, rompendo o teto da meta, de 6,5%. Se a mexida na taxa de juros ser suficiente para inibir as energias inflacionrias liberadas na economia brasileira, isso ainda precisa ser verificado na prtica nos prximos meses. Mais uma vez, o que se viu foi a erupo da velha e distorcida discusso sobre se uma "inflaozinha" no deveria ser tolerada para impulsionar o crescimento. A reportagem de VEJA mostra que isso  uma falcia. Ser leniente com a inflao no ajuda a economia a crescer. Ao contrrio, isso derruba o PIB. 
     O pressuposto de que manter juros baixos  sempre bom e seu corolrio, juros altos,  sempre ruim faz parte do enorme repertrio de fbulas tropicais sobre poltica econmica. A taxa de juros boa no  alta nem baixa,  certa. Quando adequadamente definida, ela mantm a inflao na meta, o que  um objetivo permanente dos bancos centrais. 
     Economia no  cincia exata, mas  um equvoco confundir isso, como ocorre com frequncia no Brasil, com a descrena total na racionalidade das teorias econmicas e a consequente adoo do amadorismo e do voluntarismo na conduo da poltica monetria. Arriscamo-nos assim a viver uma situao de caos, da qual foi presciente, na voz de Carlos Gardel, o tango argentino Cambalache, de 1935: "Ocorre que hoje tanto faz ser fiel ou traidor, ignorante, sbio, larpio, generoso ou corruptor. Tudo d no mesmo, nada  melhor, valem a mesma coisa um burro e um grande professor". 
     Devagar com o andor. As leis naturais no foram revogadas, a norma culta permanece sendo a modalidade de portugus que denota boa educao e a aritmtica elementar continua irrefutvel. Da mesma forma que a taxa bsica de juros do Banco Central  o mais eficiente instrumento de preservao do valor da moeda para atingir o objetivo definido em relao  inflao. Os presidentes no fazem nenhum bem ao seu pas quando se arvoram em baixar os juros no grito. Eles, no entanto, prestam um enorme servio  atual e s futuras geraes quando sacrificam sua glria efmera em favor da criao das condies para que os juros baixem. Dilma Rousseff, ou qualquer outro governante que entenda essa circunstncia definida pelas leis de mercado, no precisar jamais "negociar com a inflao".


2. ENTREVISTA  HUGO BARRA  2013  O COMEO DO FIM DOS PCs
O mineiro, vice-presidente do Google, diz que os smartphones e os tablete j so o principal motor da revoluo digital da portabilidade, que nos far viver rodeados por telas.
FILIPE VILICIC

O mineiro Hugo Barra  um dos homens mais poderosos do Vale do Silcio. Aos 36 anos, vice-presidente mundial do Google, ele  o responsvel pelo Android, o sistema operacional utilizado em quase 1 bilho de smartphones e tablets. Barra vive desde 1996 nos Estados Unidos, onde se graduou e fez mestrado em cincia da computao no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), e trabalha no Google desde 2008, quando comeou como gerente. Ele esteve no Brasil para o lanamento de produtos da linha Nexus, de smartphones e tablets. Celulares com o sistema operacional Android, do Google, j ultrapassaram as vendas do iPhone, e Barra acredita que  possvel superar a Apple tambm no mercado de tablets. Nesta entrevista, ele diz por que considera 2013 o ano que marcar a substituio dos tradicionais PCs por smartphones, tablets e outros dispositivos mveis como os computadores usados pelas pessoas no dia a dia. 

O total de vendas mundiais de PCs e Macs j cai ao ritmo de quase 15% ao ano. Estamos assistindo  morte do PC? 
O centro de gravidade da computao e da comunicao entre pessoas mudou radicalmente do PC tradicional para os dispositivos mveis. Os nmeros mostram que isso no tem volta. H 6 bilhes de smartphones e tablets conectados  web. Comparativamente, so menos de 3 bilhes de PCs ligados  internet. Em pases como a ndia, as crianas, e tambm as famlias pobres, compram smartphones e tablets muito antes de terem acesso a um PC. Por serem mais baratos e por oferecerem experincia digital aprimorada, dispositivos mveis tornaram-se a porta de entrada para o universo virtual. Trata-se de uma incluso social e digital nunca antes vista. Nossa estimativa  que at o fim deste ano os smartphones e os tablets ultrapassem os desktops em nmero de acessos ao site do Google. Esse , por sinal, o site mais acessado da internet. Estamos habituados  tela nica, seja do computador, seja da televiso. Mas em breve nosso cotidiano ser dominado por multitelas. Sero vrias portas de entrada para o mundo virtual, em conexo para criar universos variados diante de nossos olhos. E tudo por uma navegao fcil, intuitiva. 

Como isso modifica nosso dia a dia? 
Ser comum, por exemplo, assistir a um filme na TV com um tablet na mo. O tablet se conecta  TV, compreende o que est sendo transmitido e oferece contedo extra para que a experincia seja mais bem aproveitada. Na tela que est na palma da mo, o espectador poder conferir quem so os atores, qual  a marca do vestido da herona, comprar passagens areas para visitar o pas no qual determinada cena foi filmada. Ao mesmo tempo, isso cria outras formas de comunicao. Podem-se conferir no smartphone os comentrios de amigos ou de crticos especializados sobre o filme a que se est assistindo. D para saber como o assunto repercute no Facebook. Ou conferir no YouTube um vdeo dos bastidores de determinada cena e at uma entrevista, ao vivo, com o ator principal. O momento  de quebra de paradigmas na forma como interagimos com o mundo fsico e com o virtual. 

Chegar o dia em que jogaremos nossos PCs no lixo? 
No lazer eles j foram substitudos. Mas o PC ainda  ferramenta essencial para alguns tipos de profissionais, como os que tm de escrever muito ou os que trabalham com design e programao. Em breve, porm, haver mquinas que tomaro suas funes tambm no mbito profissional. 

Os culos desenvolvidos pelo Google  o Glass, que coloca telas translcidas similares  de smartphones diante dos olhos do usurio  so um exemplo dessa era de multitelas? 
Sim. O Glass pode ser a primeira tela, j que nele  possvel navegar na web, assistir a um vdeo, acessar e-mails. Mas tambm pode ser a segunda, ou terceira, ou quarta tela, em combinao com televisores, tablets, smartphones, relgios computadorizados. Porm ele  mais do que isso. Alm de ser um bem resolvido produto da era das multitelas, o Glass populariza um novo conceito, conhecido como wearables. So tipos de tecnologia digital que podem ser vestidos e desempenhar mltiplas funes. Os exemplos so os relgios com GPS e acesso  web e as pulseiras que monitoram os batimentos cardacos de quem faz exerccio. Nossos culos so tambm o smbolo de outra mudana, a criao de softwares cada vez mais inteligentes. O que ns, engenheiros e cientistas da computao, estamos agora desenvolvendo so programas que no funcionam mais sob demanda. No  preciso acion-los com um objetivo especfico. Eles so como assistentes virtuais de nosso cotidiano. Com o Glass, no  necessrio pensar em acessar o GPS para ter indicaes sobre um caminho. Se os culos percebem que o usurio segue em determinada direo, eles oferecem uma rota elaborada por GPS. Se no meio do trajeto o software detecta trnsito intenso, ele cria um caminho alternativo. Se os compromissos na agenda indicam atraso inevitvel para uma reunio, o Glass pode sugerir o envio de mensagens pedindo s pessoas que esperem. Se entramos em uma loja com um smartphone que tem um desses softwares, ele indica, baseado no que sabe de nosso gosto, uma camisa em promoo que combina com nossa preferncia. As possibilidades so quase incontveis. 

Como o software inteligente vai transformar nossa vida? 
No precisaremos mais nos preocupar com a logstica de viver. O software tomar decises burocrticas por ns. Se quisermos assistir a um filme, ele procurar automaticamente uma boa sala de cinema nas proximidades, comprar os ingressos, reservar os melhores assentos disponveis, reservar a mesa de um restaurante para o jantar aps a sesso. Se for preciso, chamar um txi ou programar o carro, que ter piloto automtico, para peg-lo, deixa-lo no cinema, estacionar nas redondezas e lev-lo de volta para casa. No precisaremos mais nos preocupar com questes chatas, o que deixar nosso crebro livre para pensar no que  importante, naquilo que s os seres humanos podem pensar. So softwares que vo melhorar nossa qualidade de vida. 

Esse tipo de tecnologia no est distante do dia a dia da maioria das pessoas? 
Ao contrrio, est cada vez mais presente. O programa Google Now, de smartphones e tablets, acompanha a rotina do usurio para entend-lo o suficiente a fim de oferecer solues para tarefas rotineiras. Existem softwares de reconhecimento de voz que usam esse tipo de tecnologia e tambm sistemas de GPS e de busca na web. Os culos do Google chegaro em breve s lojas. A tecnologia dos carros autnomos, guiados por computador, tambm j existe. Vrios estados americanos aprovaram ou esto prximos de aprovar leis que permitem a compra e o uso desses automveis nas ruas. J os vemos no Vale do Silcio, logo estaro em todos os cantos. Na Califrnia, onde  possvel circular com eles, eu usei vrias vezes um desses carros, com tecnologia do Google, e ele funciona incrivelmente bem. Softwares inteligentes esto instalados em muitos aparelhos. A popularizao  ainda um processo em curso, mas essas inovaes j deixaram de ser exticas.

Por que adotar carros inteligentes? 
Em primeiro lugar, seria um alvio no trnsito das cidades. Ao contrrio do motorista humano, o carro dirigido por computador  programado para rodar em velocidade constante, respeitar os sinais de trnsito e evitar colises. A circulao de veculos ficaria bem organizada. Pode ser o fim dos intensos congestionamentos em centros urbanos como So Paulo.  possvel prever outro efeito positivo do uso de carros inteligentes: a diminuio do nmero de acidentes e de mortes de pedestres por atropelamento. 

Qual  o avano tecnolgico mais significativo nessa revoluo? 
Uma das principais inovaes  o progresso incrvel ocorrido na inteligncia artificial, especialmente em um tipo que chamamos de deep learning (aprendizado profundo, em ingls). Em resumo, so aparelhos e programas que simulam a forma como o homem aprende tarefas para executar aes variadas. Conseguimos no s recriar capacidades do crebro, mas tambm super-lo em certos aspectos. Vrias empresas, como o Google, exploram com sucesso o deep learning. Exemplo prtico: o smartphone detecta que vai chover, e um programinha avisa que  conveniente levar o guarda-chuva. Ou o tablet detecta pelo Facebook que hoje  aniversrio de um amigo e sugere um telefonema de parabns. O fascinante  pensar que apenas riscamos a superfcie do que  possvel fazer. Dentro de pouco tempo, programas sero capazes de escolher o que realmente interessa na web ou na programao dos canais da TV. No teremos de nos preocupar com miudezas que causam stress. 

Esse tipo de tecnologia no ser caro demais para a maioria das pessoas? 
De forma alguma. J conseguimos, por exemplo, baratear bastante as peas utilizadas no Google Glass e nos carros inteligentes. Hoje, hardwares e softwares podem ser desenvolvidos por qualquer um, a um custo mnimo, graas a programas de computador gratuitos de design e a equipamentos como impressoras 3D, capazes de produzir objetos  em trs dimenses baseadas apenas em modelos digitais. Esses instrumentos podem estabelecer linhas de produo ao custo de pouqussimos dlares. Isso torna a constante renovao de ideias e a busca pelo melhor que podem fazer pelo custo mais baixo o atual desafio enfrentado pelas grandes empresas. Esse novo cenrio permitir converter a nova tecnologia em produtos de massa. Veremos isso ocorrer mais rpido do que esperam os especialistas em tecnologia que no trabalham diretamente no desenvolvimento dessas inovaes. 

As pessoas vo aceitar tantas mudanas? 
 exatamente para evitar uma repulsa s novidades que fazemos tudo com cautela. As pessoas no ficam confortveis com saltos tecnolgicos bruscos. Nossa estratgia  introduzir as inovaes aos poucos. Temos prontas muitas tecnologias incrveis. Mas esperamos para coloc-las no mercado  medida que percebemos a disposio da populao de aprender a usar mais uma novidade. 

A sociloga Sherry Turkle, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), diz que essas novas tecnologias podem distanciar pessoas e tornar a humanidade mais burra e preguiosa. Esse risco existe? 
Entendo a preocupao, mas a acho bitolada. O que fazemos  abrir horizontes. Com a ajuda de um software inteligente, podemos conhecer detalhes do mundo aos quais, sem ele, no teramos acesso. Um programa pode nos guiar numa viagem a um pas extico, nos levar aos locais mais incrveis e inusitados. Dessa forma, qualquer viajante pode ter experincias antes s disponveis para quem conhecesse bem o lugar. Sempre h aqueles que se excedem, que podem se perder no mundo virtual. So uma minoria. A maior parte da populao vai aproveitar as oportunidades proporcionadas pelas novas tecnologias. Sempre foi assim na histria humana. 

Por que, apesar do interesse das grandes empresas pelo mercado brasileiro, os melhores smartphones e tablets demoram a chegar por aqui? 
O Brasil tem amadurecido, e por isso nos sentimos atrados por ele. Para se ter uma ideia do que estou falando, o nmero de usurios de smartphone no Brasil supera o de naes ricas, como Alemanha e Inglaterra. O pas tambm est entre os trs maiores mercados para redes sociais, como o Facebook. Vale lembrar que, apesar de contar com uma populao de quase 200 milhes de habitantes, o Brasil est longe de figurar entre os trs pases mais populosos. Queremos entrar no Brasil e vender produtos com pouca margem de lucro, mas  extremamente difcil fazer negcios neste pas. 

Por qu? 
A complicada e burocrtica legislao brasileira coloca barreiras nicas no mundo para quem quer investir ou empreender. H prticas fiscais e logsticas, alm de leis protecionistas exageradas, que no so vistas em nenhuma outra nao. Nesses quesitos negativos, o Brasil  incomparvel. Mesmo assim, temos batalhado para chegar rpido por aqui, e nosso desejo  um dia atingir um ponto em que possamos lanar antes no Brasil produtos adaptados ao gosto dos brasileiros. Para isso, temos de contar com a boa vontade do governo em melhorar a situao. 


4. LYA LUFT  BRASILEIRO BONZINHO?
     Tempos atrs, num programa cmico de televiso, uma jovem americana radicada no Brasil, a cada comentrio sobre violncia ou malandragem neste pas, pronunciava com muita graa: "Brasileiro bonzinho!". E a gente se divertia. Hoje nos sentiramos insultados, pois no somos bonzinhos nem sequer civilizados. O crime se tornou banal, a vida vale quase nada. Poucos de meus conhecidos no foram assaltados ou no conhecem algum assaltado: ser assaltado  quase natural  no s em bairros ditos perigosos ou nas grandes cidades, mas tambm no interior se perdeu a velha noo de bucolismo e segurana. 
     Em So Paulo, s para dar um exemplo, os arrastes so to comuns que em alguns restaurantes o cliente  recebido por dois ou quatro seguranas fortemente armados, com colete  prova de bala, que o acompanham olhando para os lados  atentos como em sries criminais americanas. Quem, nessas condies, ainda se arrisca a esta coisa to normal e divertida, comer fora?  Pessoas inocentes so chacinadas: vemos protestos, manifestaes, choro e imprensa no cemitrio, mas nada compensar o desespero das famlias ou pessoas destroadas, cujo nmero no para de crescer. Em nossas ruas no se v um s policial, daqueles que poucos anos atrs andavam em nossas caladas. A gente at os cumprimentava com certo alvio. No sei onde foram parar, em que trabalho os colocaram, nem por que desapareceram. Mas sumiram. Morar em casa  considerado loucura, a no ser em alguns condomnios, e mesmo nesses o crime controla o porteiro, entra, rouba, maltrata, mata. Recomenda-se que moremos em edifcios: "mais seguros", seria a ideia. Mas, mesmo nos edifcios, nem pensar, a no ser com boa portaria, ou ser alto risco, diz a prpria polcia, aconselhando ainda porteiros preparados e instrudos para proteger dentro do possvel nossos lares agora precrios. 
     Somos uma gerao assustada, desamparada, confinada, gradeada  parece sonho que h no tanto tempo fosse natural morar em casa, a casa no ter cerca, a meninada brincar na calada; e no morvamos em ilhas longnquas de continentes remotos, mas aqui mesmo, em bairros de cidades normais. ramos gente "normal". Hoje, a populao, apavorada, est nas mos de criminosos, frequentemente impunes. Na desorganizao geral, presdios superlotados onde no se criariam porcos tambm abrigam pessoas inocentes ou que nunca foram julgadas. A impunidade  tema de conversas cotidianas, leis atrasadas ou no cumpridas nos regem, e continua valendo a inacreditvel lei de responsabilidade criminal s depois dos 18 anos. Jovens monstros, assassinos frios, sem remorso, drogados ou simplesmente psicopatas saem para matar e depois vo beber no bar, jogar na lan house, curtir o Facebook, com cara de bons meninos. Num artifcio semntico insensato e cruel, se apanhados, no os devemos chamar de assassinos: so infratores, mesmo que tenham violentado, torturado, matado. No so presos, mas detidos em chamados centros socioeducativos. E assim se quer disfarar nosso incrvel atraso em relao a pases civilizados. No Canad, Holanda e outros, a idade limite  de 12 anos; na Alemanha e outros, 14 anos. No Brasil, consideramos incapazes assassinos de 17 anos, onze meses e 29 dias. 
     Recentemente, um criminoso de 15 anos confessou tranquilamente ter matado doze pessoas. "Me deu vontade", explicou, sem problema, e sorria. "Hoje a gente saiu a fim de matar", comentou outro adolescentezinho, depois de assaltar, violentar e matar um jovem casal junto com outro comparsa. Esses e muitos outros, caso estejam em uma dessas instituies em que se pretende educar e socializar indiscriminadamente psicopatas e infratores eventuais, logo estaro entre ns, continuando a matana. Quem assume a responsabilidade? Ningum, pois estamos em uma guerra civil que autoridades no conseguem resolver, uma vez que nem a lei ajuda. Estamos indefesos e apavorados, nas mos do acaso. At quando?
LYA LUFT  escritora


5. LEITOR
DILMA E A VOLTA DA INFLAO
O que seria de nosso pas sem uma imprensa lcida como VEJA?  genial apresentar a incompetncia ao lado da competncia, para que os incautos caiam na real. Faltou dizer na reportagem "Sim, eu posso... mas a inflao pode mais" (14 de abril) que FHC foi a verso brasileira de Margaret Thatcher, o qual, se mis no fez, foi pela oposio sistemtica dos gafanhotos.
UIRASSU TRINDADE DE BEM
Bag, RS

O chuchu j foi um vilo; depois, o gado no pasto; e agora  o pobre do tomate. A inflao tem causas bem mais srias. Para mim, no  surpresa o governo do PT aos poucos destroar o real, como j vem fazendo com a Petrobras, a educao, a sade pblica, a segurana de norte a sul do Brasil.
ADEMAR MONTEIRO DE MORAES
So Paulo, SP

Ao optar pelo estado grande e intervencionista, a presidente Dilma est se descuidando das obrigaes mais elementares de um governante para com seu povo.
JORGE LUIZ BALDASSO
Dourados, MS

No se governa com demagogia e populismo  grandes marcas do governo petista. Se a presidente Dilma continuar com sua campanha antecipada, maquiando a poltica econmica como vem fazendo, o que ainda resta da estabilidade econmica estar fadado ao sucateamento em troca de apoio, e consequentemente ela ser reprovada em 2014.
CSAR N. LUXARDI
So Paulo, SP

De pacote em pacote, o Brasil vai acabar sendo embrulhado por essa turma do PT.
CARLOS ALBERTO RAINHA BATISTA
Serra, ES

A economia do Brasil, que suplica pelo thatcherismo',  remediada com 'paliadilmismo', tpico de quem s pensa na manuteno do poder, e no no bem de toda a nao.
HUGO F. S. CARVALHO
So Jos do Rio Preto, SP

A semelhana entre Thatcher e Dilma est apenas nos modelitos que vestem.
ABEL PIRES RODRIGUES
Rio de Janeiro, RJ

Como leitor e historiador, no posso concordar com a comparao entre a presidente Dilma Rousseff e a ex-primeira-ministra Margaret Thatcher. A apressada e  talvez  injusta equiparao peca principalmente por no contextualizar o tempo de poder das duas. Sem uma necessria decantao temporal", nenhuma avaliao histrica sobre as atuaes de governantes pode ser correta.
JOS DE ANCHIETA NOBRE DE ALMEIDA
Rio cie Janeiro, RJ

Comparar Dilma com Margaret Thatcher  como comparar Lula com Abraham Lincoln. Infelizmente para ns, os do Hemisfrio Norte foram democrticos e brilhantes, enquanto os nossos so burocrticos e incompetentes.
ANDREY DOS SANTOS ALENCAR
Montes Claros, MG

Margaret Thatcher enxugou a mquina estatal e tinha muito claro que o estado no pode gastar mais do que arrecada. Dilma parece no ter noo do que  gasto pblico e no consegue enxugar a mquina.
LUIZ AUGUSTO PAIVA DA MATA
Joo Pessoa, PB

Estadista trabalha para uma gerao. Poltico pensa e trabalha para a prxima eleio. O mentor de Thatcher foi Winston Churchill. O mentor de Dilma, Lula da Silva. Esperar o qu?
WILSON AFONSO E SILVA
Uberaba, MG

O LEGADO DE THATCHER
A primorosa reportagem "Uma dama do lado direito da histria" (17 de abril), sobre aquela que foi uma das maiores personagens do sculo XX, ainda me pareceu muito pouco para algum que tomou para si o preo de medidas impopulares e com coragem e a mais louvvel das intransigncias soube conduzir o renascimento da Inglaterra  e do mundo  para melhores dias. Na era Thatcher os argentinos se livraram de um ditador; os alemes, do Muro de Berlim; e a Cortina de Ferro desabou.
ANTONIO CAVALCANTI DA MATTA RIBEIRO
So Jos dos Campos, SP

Margaret Thatcher, a estadista, a mulher de origem simples, entendia de economia domstica e soube pr o conhecimento bsico a servio de uma nao  nunca gastar mais do que tem. Botou para trabalhar os folgados encostados nos sindicatos... Semelhana com nossa histria mais recente? Feliz a dobradinha com a reportagem anterior, que compara a presidente Dilma com a "dama de ferro". Brilhante. Oscar para vocs!
LEILA DE OLIVEIRA
So Paulo, SP

Margaret Thatcher enfrentou a opinio pblica, os sindicatos e tudo o mais que havia de ranoso na Gr-Bretanha. Com isso, tirou os ingleses do atoleiro e colocou o pas na rota do desenvolvimento. Que as lies de Thatcher no sejam esquecidas.
FERNANDO SILVA
So Paulo, SP

Em 1979, eu deixei a Irlanda do Norte, um pas destroado pela guerra religiosa, para morar em Londres, e pude testemunhar a euforia quando Margaret Thatcher venceu as eleies daquele ano. Dois anos mais tarde, ela seria o estopim de um dos momentos mais tristes na histria do envolvimento britnico na Irlanda  a greve de fome de dez ativistas do movimento republicano, incluindo Bobby Sands, eleito deputado s vsperas de sua morte. Eles queriam ser reconhecidos como presos polticos, no comuns. Exigiam o direito de vestir a prpria roupa, no o uniforme da priso. A intransigente Thatcher torpedeou o que restava de nacionalismo moderado na comunidade catlica norte-irlandesa  e isso inclui a minha pessoa , levando o conflito a uma nova e decisiva fase sangrenta. E o suprassumo da ironia  que ela tenha tornado possvel a ascenso do Partido Republicano, na figura do Sinn Fein, por se recusar a negociar de maneira significativa durante a greve de fome. Aquele foi o momento seminal, o ponto de inflexo para o perodo conhecido como "The Troubles'' (Os Distrbios). Dessa forma podemos colocar as coisas em perspectiva.
LIAM A. GALLAGHER
So Paulo, SP

J.R. GUZZO
No artigo "Efeitos colaterais" (17 de abril), J.R. Guzzo mostra a verdadeira estima que a presidente Dilma e seu governo tm pelos "excludos". Realmente, s dementes conseguem acreditar na propaganda oficial, segundo a qual o cidado que ganha 71 reais por ms saiu do cortejo brasileiro dos miserveis. A presidente realmente tem muita coragem quando se apresenta aos "brasileiros e brasileiras", em rede nacional de televiso, para anunciar esse feito de seu governo. Daqui a pouco, os que recebem o salrio mnimo sero elevados  class. Haja leo de peroba...
JOARES ANTONIO CAOVILLA
Braslia, DF

POBREZA EM MURICI
 um tremendo despautrio que a verba pblica federal seja destinada a uma cidade comandada, por dcadas, pela famlia Calheiros para sustentar o atraso patrimonialista, o cabide de empregos e o arcaico clientelismo ("Parada no tempo", 17 de abril).
ANGELA LUIZA S. BONACCI
So Paulo, SP

Excelente reportagem. Meu corao ficou ferido ao ver aquelas crianas faveladas brincando entre os casebres e cercas de madeira, vivendo em extrema misria.
HLIO MIRANDA
Coronel Fabriciano, MG

 difcil entender como esse exrcito de eleitores diuturnamente subtrados de seus mais elementares direitos no consiga exercer o menor senso crtico na hora de votar. E o mais lamentvel  que quem vota assim termina por decidir qualquer eleio.
NIRSON LDIO DE OLIVEIRA
Recife, PE

 vergonhoso saber que em nosso pas ainda existem localidades em que o coronelismo se impe.
ANTNIO FRANCISCO PITANGA FILHO
Aracaju, SE

NOVOS TRIBUNAIS
Se o ministro Joaquim Barbosa, presidente do Supremo Tribunal Federal, entende que  desnecessria a criao de outros tribunais regionais federais e que se pode agilizar a Justia de forma mais barata, que o faa ("Furioso e coberto de razo", 17 de abril). O que causa perplexidade  o seu permanente mau humor e at grosseria no trato com os interlocutores. Um pouco de finesse e urbanidade no lhe reduziria a autoridade nem a importncia do cargo.
CLODOVEU MACHADO FILHO
Belo Horizonte, MG

O doutor Joaquim Barbosa derrapou na forma e no contedo. A forma da criao de tribunais federais em novos estados foi democrtica, aprovada no Congresso.
GEC MACDO DE OLIVEIRA
Salvador, BA

O presidente do Supremo Tribunal Federal tem muitos desafios a vencer. Entre eles esto alguns de seus colegas de trabalho que tm se mostrado como empecilhos no caminho de uma Justia maiseficaz.
DOUGLAS OLIVEIRA DE AQUINO
Braslia, DF

Ser mesmo que a locomotiva deste pas (o contribuinte) ser obrigada a aguentar mais esses pesados vages federais (despesas extravagantes e incuas do "Monte Olimpo"), carregados com veculos oficiais e motoristas, com futuras sedes suntuosas para as "suas excelncias" desembargadores federais?
RENATO AGUIAR DE ASSIS
Belo Horizonte, MG

GUSTAVO IOSCHPE
O ttulo do artigo "Diretor de escola: o protagonista esquecido" (17 de abril) indica que o diretor tem de ser o ator principal. Sempre acreditei que a escola deve ser vista como uma orquestra, na qual a batuta que o diretor utiliza para reger  a sua concepo de educao, homem e sociedade.
AILZA GABRIELA ALMEIDA AMORIM
Analista educacional na Secretaria de Educao de Minas Gerais 
Belo Horizonte, MG

FLAMENGO ENDIVIDADO
Sou torcedor apaixonado pelo Flamengo, confio no trabalho da atual diretoria e estou disposto a aceitar a ausncia temporria de ttulos em troca de um clube mais tico e srio, que no futuro d orgulho ao meu filho, tambm rubro-negro ("Campeo de dvidas", 17 de abril).
TARCSIO MANZAN DE MELLO
Ribeiro Preto, SP

 inconcebvel que um clube de tamanha grandeza tenha sido administrado de forma amadora e leviana, alm de ter desrespeitado nosso patrimnio e dolos como Zico. Com a atual gesto, a credibilidade voltar e com certeza o Mengo retomar o seu lugar: o topo.
ERNESTO JULICH LEITE DE OLIVEIRA
Braslia, DF

CDIGO DE PROCESSO CIVIL
Conforme se depreende da reportagem "Uma reforma com ameaas  defesa" (17 de abril), com escopo de tornar mais clere a tramitao dos feitos, rasgam-se os mais bsicos direitos constitucionais, como o direito  ampla defesa e ao contraditrio, corolrios do princpio magno do devido processo legal. Os "brilhantes juristas" que trabalharam para elaborar o texto da reforma processual, na nsia de agradar  plateia, retiram dos cidados de bem, como os produtores rurais, o direito de se reintegrarem ou ser manutenidos, liminarmente, em suas posses quando esbulhados. Uma teratologia, para dizer o mnimo. No  crvel admitir que os produtores rurais cumpridores de suas obrigaes e responsveis por mais de um tero do PIB brasileiro sejam obrigados a enfrentar dificuldades para retomar a posse do seu imvel quando invadido. No podemos permitir essa absoluta inverso de valores!
DERMIVAL FRANCESCHI NETO E MARCELO GURJO SILVEIRA AITH
Advogados especializados em direito agrrio
So Paulo, SP

POBREZA EM MURICI 2
Sobre a reportagem "Parada no tempo" (17 de abril), observo que, nos ltimos quinze anos, houve progressos na qualidade de vida da populao de Murici. A renda cresceu 48%, a expectativa de vida subiu 26% e a educao, 56%. O IDH passou de 0,461 para 0,633:  o 13 do estado de Alagoas, que tem 102 municpios. O IBGE registra que o PIB avanou 64% entre 2006 e 2010  perodo em que o PIB brasileiro cresceu 59% e o de Alagoas, 56%. O analfabetismo  um grave problema combatido no pas. A populao de Murici sofreu com os efeitos predatrios da indstria canavieira e, por isso, a maior parte das pessoas sem alfabetizao  adulta. Segundo o IBGE, o porcentual de alfabetizao de jovens e adolescentes entre 15 e 24 anos  de 90%: ou seja, as geraes mais novas j no passam por esse flagelo.
RENAN FILHO
Deputado federal (PMDB-AL)
Braslia, DF

Correes: na reportagem "O bilionrio balana", publicada na edio 2317 de VEJA, est incorrem a informao sobre a exposio de crdito do grupo EBX. O BNDES liberou recursos de aproximadamente 10 bilhes de reais ao grupo EBX, de Eike Batista, entre financiamentos e aplicao em aes. Mas o risco de crdito direto do banco estatal nas operaes  de 109 milhes de reais. A maior parte do risco de crdito nos financiamentos  assumido pelos bancos repassadores dos financiamentos, e no pelo banco estatal. O grupo esclareceu tambm que o prazo mdio de vencimento da divida  de cinco a seis anos e que "a liquidez de caixa ser suficiente para fazer frente a esses compromissos ". 
 Para que no paire dvida, ao contrrio do que foi publicado na seo Veja Essa (10 de abril), o governador da Bahia, Jaques Wagner, disse que acredita em Deus.

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6. BLOGOSFERA
EDITADO POR KTIA PERIN kperin@abril.com.br

RADAR
LAURO JARDIM
NOS CINEMAS
Super Cr, o filme com o personagem criado por Marcelo Serrado na novela Fina Estampa, fechou o oramento. Ser de 3,2 milhes de reais e poder captar dinheiro com leis de incentivo  cultura.
www.veja.com/radar

DE PARIS 
ANTONIO RIBEIRO
FRANA
A ltima piada na Frana  sobre um hipottico dilogo no Vaticano: 
 Ol, eu sou o papa Francisco, o papa dos pobres.
 Encantado! Eu sou Franois Hollande, seu fornecedor!
www.veja.com/deparis

GPS
PAULA NEIVA
GALISTEU
Na primeira fila de um desfile na Fashion Rio, Adriane Galisteu falou sobre chegar aos 40 anos. " duro. Temos de comer metade e correr o dobro."
www.veja.com/gps

DE NOVA YORK
CAIO BLINDER
TERROR
O que houve em Boston foi mais uma lembrana chocante de como somos refns e vtimas de pequenos grupos ou mesmo indivduos.
www.veja.com/denovay

FERNANDA FURQUIM
AMAZON INVESTE EM SERIES COM ZOMBIELAND
O site Amazon segue os passos do Netflix, do Hulu e do Crackle e comea a investir na produo de sries. Antes de encomendar episdios, o site disponibilizou os pilotos para que o pblico decida quais deles merecem continuidade. No entanto, neste primeiro momento, apenas usurios dos EUA, Inglaterra e Alemanha podero votar. Ao todo so catorze pilotos, a maioria para o pblico infantojuvenil. Entre os que podem ser acompanhados pelos adultos est Zombieland, verso do filme sobre quatro jovens que se unem para enfrentar o apocalipse zumbi.
www.veja.com/temporada

PAULA PIMENTEL
SERIES PARA ADOLESCENTES
A protagonista de um dos meus livros (Priscila, de Minha Vida Fora de Srie)  louca por seriados. Ela v e rev episdios, coleciona os DVDs, anota as frases mais marcantes... E est sempre seguindo vrios ao mesmo tempo. Assim como ela, eu tambm adoro, especialmente aqueles que mostram o cotidiano de estudantes. Selecionei cinco series de TV para adolescentes pelas quais eu me apaixonei desde o primeiro episdio. Entre elas, Glee. Confira as outras no blog.
www.veja.com/fazendomeublog

RICARDO SETTI
Mercado de frutas geralmente so barulhentos, agitados, com muito movimento e bancas nem sempre organizadas. Mas no  assim em todos os lugares, como mostram estas fotos. Em todo o mundo h exemplos de formas originais de expor frutas e verduras  em alguns casos, as bancas parecem at obras de arte.
www.veja.com/ricardosetti

 Esta pgina  editada a partir dos textos publicados por blogueiros e colunistas de VEJA.com


7. EINTEIN SADE  AS INIMIGAS DO SONO TRANQUILO
Insnia e apneia so os distrbios do sono mais comuns entre os brasileiros e podem estar associados.

     Primeiro a mulher recorre ao mdico por sofrer de insnia, o problema de sono mais citado e diagnosticado na populao brasileira. Em seguida acontece a descoberta de que a paciente divide a cama com um portador da sndrome da apneia do sono, a segunda doena no ranking de problemas relacionados a dormir mal. Essa  uma relao muito comum entre os dois distrbios, o que faz deles lderes quando o assunto  o descanso noturno. 
     Pesquisa feita pela Universidade Federal de So Paulo (Unifesp) revelou que parcela importante das pessoas sofre por passar as noites em claro mais de trs vezes por semana, com impactos negativos nas atividades do dia a dia. No total, entre 10% e 15% dos participantes do estudo tm queixa de insnia. Mais prevalente na populao feminina, a insnia tem causas multifatoriais: estresse, predisposio gentica, alimentao inadequada e hbitos nocivos ao bom funcionamento do organismo, como fumo e ingesto de bebidas alcolicas em excesso, tm forte impacto na capacidade de dormir bem.  
     O mesmo levantamento  chamado Episono e que investigou mil pessoas no total  concluiu, ainda, que 32% dos examinados apresentavam paradas respiratrias curtas durante a noite, no conseguiam dormir profundamente, tinham sonolncia ao longo do dia e roncavam alto, as principais queixas da sndrome da apneia do sono. Com maior incidncia entre os homens, ela est relacionada com o excesso de peso e o envelhecimento. No entanto, tambm pode surgir em mulheres, principalmente aps a menopausa, e at mesmo em crianas. Outro fator desencadeador da apneia do sono  o acmulo de gordura no pescoo, que compromete a respirao e favorece o aparecimento dessa condio. 
     O sono de baixa qualidade pode desencadear problemas cardiovasculares e cerebrais, incluindo maior risco de infarto e acidente vascular cerebral (AVC). Ele tambm pode gerar transtornos de humor, como a depresso, e diminuio no desempenho profissional, escolar e social do paciente. Por isso  preciso ateno aos sintomas da insnia e da apneia para que seja possvel investigar e tratar cada caso de maneira precoce.  
     Independentemente do sexo e da faixa etria,  essencial buscar ajuda especializada aos primeiros sinais de distrbio do sono. A mudana de hbitos  o primeiro passo para o tratamento ser efetivo e a necessidade do uso de medicamentos s pode ser indicada pelo profissional mdico. Por outro lado, fazer exerccios fsicos, alimentar-se de maneira adequada e no fumar e no beber lcool de maneira exagerada so recomendaes que valem para todos, sem contraindicaes.

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